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Tempo da Infância

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Tempo da Infância

Postado em 7 de novembro de 20257 de novembro de 2025 por Escola Projeto
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Beth Baldi (*)

Tenho acompanhado as palestras promovidas pelo Centro de Formação da Vila/SP, dentro do Movimento “Tempo da Infância”, que têm como objetivo trazer reflexões e aprofundar o debate sobre as possibilidades atuais de as crianças viverem suas infâncias em plenitude, com dignidade, afeto e oportunidades de aprender e crescer.

Por nossa admiração e confiança em relação ao Centro, pelos temas propostos e pela realização dos eventos de forma online e gratuita, divulgamos a programação à nossa comunidade escolar, para que pudesse acompanhar e aproveitar as conferências.

Já foram realizadas as seguintes palestras:

  • 29 de setembro:  Viagem lúdica: rotas para brincar além das telas, com Adriana Klisys – Formada em Psicologia, pela PUC-SP, escritora, palestrante e consultora em processos criativos que integram Ludicidade, Arte e Cultura.
  • 6 de outubro: O universo simbólico das crianças, olhares sensíveis para as infâncias, com Adriana Friedmann – Pós-doutora em Artes pela UNESP, doutora em Antropologia pela Faculdade de Ciências Sociais da PUCSP, mestre em Educação pela UNICAMP e pedagoga pela Faculdade de Educação da USP; pesquisadora da infância e consultora nacional e internacional junto a ONGs, fundações, secretarias, escolas, entre outros.
  • 29 de outubro: Experiências culturais na primeira infância, com María Emilia López – Especialista em educação e leitura na primeira infância, assessorou programas de política pública dedicados à primeira infância no México, Brasil e Colômbia.
  • 5 de novembro: Comida, afeto e Wi-Fi: o que nutre as infâncias hiperconectadas?, com Rodrigo Nejm – Doutor em Psicologia, co-líder do eixo digital e especialista em educação digital no Instituto Alana; psicólogo social na proteção dos direitos de crianças e adolescentes, bem-estar digital, educação digital para a cidadania e processos de participação.

E haverá ainda uma última, no próximo dia 12 de novembro – Infância: tempo e lugar de inventar -, com Ilana Katz, a qual estava inicialmente marcada para 22/10 e teve de ser transferida (1). 

Aproveito este espaço para compartilhar algumas ideias especialmente interessantes e tocantes, do meu ponto de vista, a partir das três primeiras conferências já realizadas, esperando que possam provocar reflexões ou, melhor ainda, a vontade de assisti-las na íntegra.

A primeira palestrante nos convida a brincar com as crianças através de viagens pelos cantos da casa e com o que a gente tem à mão. Podemos até levar junto uma mala (de verdade), como um elo e um símbolo desse momento do “brincar para não entristecer”, nessa viagem que tem como “destino a natureza do ser criança”. Adriana vai sugerindo possibilidades de brincadeiras em cada ambiente, a partir da questão: o que tem para brincar nesses espaços? Na cozinha, brinca-se com a delicadeza, podendo haver um refinamento da sensibilidade, já que os objetos são frágeis; uma toalha para o piquenique ou a mala como mesa já são uma brincadeira. Já o quintal (ou praça próxima) pode ser espaço ao ar livre de apreciação e contemplação de plantas ou bichinhos, de construção de cabanas para entrar e sair, vivendo momentos de liberdade em relação ao olhar do adulto, para variar…  No quarto, a sugestão são brincadeiras que acalantam os sonhos e criam novos mundos, em ambientes aconchegantes, compartilhando histórias e desenhos, tecendo conversas e risadas e meditando. A sala, por sua vez, convida a celebrar encontros, em jogos diversos como de tabuleiros ou brincadeiras regionais, por exemplo, aprofundando encontros. No corredor, pode-se brincar de buscar conexões, criando figuras com barbantes, dançando e cantando em brincadeiras ritmadas, e até brincando de silêncio; aqui a ideia é explorar o que pode criar pontes com as crianças e entre elas. A lavanderia sugere “brincadeiras que arejam a alma”, como pendurar objetos no varal, dizer poesias, brincando de forma bem humorada com as palavras, por exemplo, em colaboração e buscando empatia, e até tirando da mala amigos imaginários. Finalmente, no banheiro, a sugestão é de brincadeiras para vitalizar o corpo, envolvendo presença, sensações, movimentos de expansão, recolhimento e gestos expressivos, buscando o que promove o bem-estar. Tudo isso para ensinar-nos que o brincar é a “linguagem do bem”, de onde germinam: inteligência relacional, resiliência adaptativa, pensamento crítico-criativo e inovação sistêmica, competências para poder navegar nos desafios do século XXI.

Na segunda conferência, é traçado um panorama nada promissor das infâncias neste tempo em que vivemos, com crianças sindrômicas, laudadas e doentes, física e psicologicamente, sem ritmos cotidianos, expostas permanentemente às telas, com sequelas da pandemia e frequentemente direcionadas, formatadas e vigiadas, sem tempo livre e, ao mesmo tempo, abandonadas ou não acolhidas em termos de atenção, cuidados e escuta. A partir daí, Adriana Friedman apresenta e discute algumas ideias essenciais para levarmos em conta nas relações e interações com as crianças – diversidade, supondo diferentes crianças e infâncias, natureza, pensando nas suas singularidades, e multiculturalidade, ou diferentes ascendências, às vezes numa mesma família –, tentando, o mais possível, escutá-las de forma atenta e avançar do simples observar ao olhar (analítico, ecológico, simbólico e operativo), respeitando-as e compreendendo-as, saindo dos automatismos cotidianos, restabelecendo vínculos e humanizando o dia a dia, identificando potenciais individuais e construindo processos educativos equitativos, justos e de qualidade.

Na segunda conferência, é traçado um panorama nada promissor das infâncias neste tempo em que vivemos, com crianças sindrômicas, laudadas e doentes, física e psicologicamente, sem ritmos cotidianos, expostas permanentemente às telas, com sequelas da pandemia e frequentemente direcionadas, formatadas e vigiadas, sem tempo livre e, ao mesmo tempo, abandonadas ou não acolhidas em termos de atenção, cuidados e escuta. A partir daí, Adriana Friedman apresenta e discute algumas ideias essenciais para levarmos em conta nas relações e interações com as crianças – diversidade, supondo diferentes crianças e infâncias, natureza, pensando nas suas singularidades, e multiculturalidade, ou diferentes ascendências, às vezes numa mesma família –, tentando, o mais possível, escutá-las de forma atenta e avançar do simples observar ao olhar (analítico, ecológico, simbólico e operativo), respeitando-as e compreendendo-as, saindo dos automatismos cotidianos, restabelecendo vínculos e humanizando o dia a dia, identificando potenciais individuais e construindo processos educativos equitativos, justos e de qualidade.

Para a terceira conferência, a educadora María Emilia traz a questão do poder ou potencial das experiências culturais na primeira infância para a construção de metáforas, ou seja, para o desenvolvimento da imaginação e da sensibilidade, nesses tempos atuais de fragmentação das relações humanas. Fala sobre a necessidade de garantirmos a disponibilidade que a criança exige – afetiva, poética e lúdica -, em relação aos cuidados e à proximidade nas interações, e de retomarmos a intuição nas funções de parentalidade. Situa o cuidado como algo que está sendo repensado hoje, para além da questão da saúde e da alimentação, por exemplo, e tomado como ações que cultivem as metáforas, a imaginação e a linguagem, no sentido de traduzir as necessidades e sentimentos das crianças, bem como de garantir as interações emocionais e os vínculos seguros. É especialmente tocante sua ideia sobre “as metáforas da voz”, quando ela fala de um “envelope sonoro”, ou seja, uma “membrana afetiva que sustenta e acaricia através da voz”, caso das canções de ninar ou das narrativas que os adultos fazem com os objetos, para dar de comer à criança, por exemplo, situações estas que oportunizam uma conexão profunda com a criança, uma sincronia, que a acalma e organiza.

Ainda que já soubesse da importância de estimular brincadeiras e de brincar com as crianças, de olhá-las de forma atenta, escutando-as e acolhendo-as em sua diversidade, de oferecer-lhes experiências culturais, através de interações e vínculos seguros, com disponibilidade e cuidado, assistir a essas conferências iluminaram e coloriram esses saberes, trazendo ideias lindas, de forma poética, que me fizeram refletir de forma mais ampla e aprofundada sobre essas questões tão essenciais para as infâncias. Sigo curiosa na expectativa das próximas palestras! Quem vem junto?

(*) Diretora pedagógica da Escola Projeto.

(1) Para saber mais e se inscrever: Tempo da Infância no botão abaixo.

De qualquer forma as conferências estão gravadas e podem ser acessadas pelo YouTube.

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