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Como as práticas na Projeto influenciam a formação da monitoria

Home > Blog > Como as práticas na Projeto influenciam a formação da monitoria

Como as práticas na Projeto influenciam a formação da monitoria

Postado em 21 de novembro de 202520 de novembro de 2025 por Escola Projeto
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Introdução

Por Amanda Mendonça Rodrigues
Coordenadora Pedagógica e Pesquisadora sobre Ações Afirmativas

Com a chegada do mês de novembro, é inevitável o movimento de pensarmos sobre as práticas antirracistas realizadas na nossa escola e seus sentidos, para além da obrigatoriedade no currículo, que existe desde 2003 com a implementação da Lei 10.639/003. 

Há alguns anos, temos nos movido, de forma intencional, no sentido de caminhar para uma proposta mais naturalizada e presente de forma constante no nosso currículo, agregando ao jeito Projeto de ser, uma prática consistente e reflexiva, tanto para adultos – nos momentos de formação -, quanto para crianças, através de garantias no currículo. 

Aqui no blog, já tivemos reflexões sobre esse tema que partiram de diversos sujeitos: experiências com as crianças, reflexão de professoras sobre se depararem com a obrigatoriedade e a boniteza que ela nos traz ao ampliar os horizontes e, também, da equipe de coordenação. 

Hoje, a palavra é costurada por outros agentes que se fazem presentes no nosso cotidiano, nos apoiam e realizam junto uma educação de qualidade, da forma em que acreditamos: a nossa equipe de monitoria. 

Somos uma escola que acredita no poder formativo, como quem acredita que os momentos da plantação, da rega e dos cuidados diários fazem toda a diferença na qualidade da nossa colheita. Assim, também pensamos sobre a formação da nossa equipe de monitoria. Através de conversas constantes e práticas reflexivas que, ora os coloca como observadores, ora como agentes atuantes da professoralidade, investimos nessa etapa, por entender que a Projeto forma adultos atuadores da sala de aula, também. As reflexões trazidas aqui foram compostas por monitores que, este ano, estão atuando com o ensino fundamental e vivenciaram de um lugar muito próximo como a Educação para as Relações Étnico-Raciais estiveram presentes ao longo deste ano letivo. A provocação feita a eles e elas foi a de pensarem como as práticas de uma educação antirarcista germinam na sua formação para atuação na sala de aula. Vem conferir a resposta dessa juventude que tem muito o que falar.

A palavra dos(as) monitores(as)

Ana Clara, Paula e Thiago
Equipe de Monitoria do Ensino Fundamental/2025

Ao chegarmos na escola, “de cara” percebemos que as crianças aqui são incentivadas a pensar sobre o mundo que vivem, não somente o mundo encantado e da imaginação, mas o mundo real também, esse que necessita do nosso cuidado e pensamento crítico atuante. Tivemos esse pensamento ao nos depararmos com uma leitura realizada por uma professora do livro “Um dia, um rio”, de André Neves, livro este que fala sobre o desastre de Mariana, com o rompimento da barragem da Vale do Rio Doce. Também, ao longo da nossa estadia aqui na Projeto, percebemos que o fazer antirracista não está isolado na utilização de um único livro ou de um único projeto, mas está no conjunto de diferentes práticas de toda a equipe, durante o ano todo. 

Além de leituras pontuais, também acompanhamos o projeto sobre os Territórios Negros, momento de estudo em que as crianças do 3º ano compreendem a presença negra na cidade através do estudo sobre os territórios físicos e simbólicos. As crianças recebem visitas, vão até os locais estudados e isso faz toda a diferença. Ao mesmo tempo, estiveram estudando a obra de Otávio Júnior, autor preto e periférico, que coloca nas suas narrativas as presenças das infâncias semelhantes à sua, sem que essa seja sua única pauta, mas sim, tudo que pode atravessar a vida de uma criança, como olhar pela sua janela, o seu brincar com as nuvens ou, até mesmo, escutar o que o silêncio tem. 

Observamos que as crianças conseguiam fazer referências aos diferentes estudos, não só deste ano, mas dos anos anteriores, mostrando a bagagem que carregam por estar em uma escola provocativa do pensamento. Não foi só o trabalho com Otávio Júnior, nem só o projeto sobre os Territórios Negros, mas é o que se faz todos os dias. 

Dentro dessa cotidianidade também observamos que as retiradas de livros feitas pelas crianças nos momentos de biblioteca tiveram direcionamentos das professoras. Em diversos momentos do ano, as crianças foram incentivadas a explorarem diferentes etiquetas da biblioteca ou gêneros textuais. Dentre elas, uma se destacou pelo seu caráter mais aproximado à ERER: a multicultural. Nessa etiqueta, livros de diferentes culturas compõem o acervo, dentre eles, livros com personagens negros, livros de diferentes etnias de povos indígenas ou títulos relacionados aos povos africanos. Após os direcionamentos realizados pelas professoras, as crianças mostraram interesses para além dos clássicos europeus – muito presentes em nossa escolarização – ou os best sellers, e passaram a escolher também os títulos com personagens que representam a multiplicidade.  

Algo que nos faz pensar sobre o que a Projeto nos ensina é sobre a escuta das crianças. Por ser um espaço que escuta o que as crianças têm a dizer, diferentes relações e exemplos de quem tem mais ou menos experiência ou familiaridade com o assunto, permite que as crianças se conectem com o que está sendo estudado através de um conhecimento que também vem de seus pares, não somente de uma forma vertical, proposta pelos adultos. 

Também, conseguimos ver o movimento intencional da escola de trazerem pessoas negras a lugares diferentes como à coordenação e ao corpo docente. Isso faz diferença para que todos os monitores possam se sentir representados e compreendendo que também podem se tornar professores de uma escola como a Projeto um dia. 

Aqui, aprendemos a construir essa bagagem, que será necessária para atuar em diferentes espaços escolares. Para além da sala de aula, a Projeto nos ensina a atuar no mundo.

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