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Depoimento de GRUPO UPA!

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Depoimento de GRUPO UPA!

Postado em 19 de dezembro de 202519 de dezembro de 2025 por Escola Projeto
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Juliana Figueiredo (*)

Se, como escreveu Manoel de Barros, a importância de uma coisa deve ser medida pelo encantamento que ela produz em nós, então não existe fita métrica suficiente para medir o tamanho dessa experiência com os alunos e alunas da Projeto. 

Eu já carregava secretamente o desejo de que meus futuros filhos viessem a estudar nessa escola – porque conheci muita gente boa que estudou ali e por tudo o que ouvi de tantas outras pessoas que tiveram seus filhos como alunos da escola. Quando eu soube da mudança de endereço, fiquei triste porque achei que a Projeto perderia um tanto de charme. Mas, como tudo na vida, o que realmente importa são as pessoas, são as relações… E tudo o que eu já imaginava (e muito mais) está/segue ali – inclusive o charme –, onde o fim da tarde é lilás… 

Quando recebemos o convite para sermos o artista musical a ser estudado em 2025 pela Projeto, estávamos (Federico e eu) em um dos nossos lugares preferidos: a praia da Gamboa. Lembro que sentimos como um bom presságio para o ano. 

Já na primeira reunião que fizemos com as coordenadoras Amanda, Déia e Graça e com o prof. Ianes, sentimos que pisávamos num chão conhecido, que conversávamos com gente que falava a nossa língua, que mirava pro mesmo horizonte, que acreditava nas mesmas coisas que nós e, mais importante, neste caso, que acreditava ainda que a arte é um baita motor propulsor pras mudanças que queremos ver e pra manutenção das coisas boas que queremos que sigam por aqui. Do ponto de vista pedagógico, tudo se alinhava também: um espaço que, como nós, também aposta na arte como algo que movimenta e que convida à reflexão; como isso que nos permite transitar por emoções que nem sempre conseguimos nomear ou acessar; como isso que nos ajuda a organizar experiências, a compreender o mundo interno e o mundo externo; como algo que desacomoda, que traz aconchego, que dá colo (dá um UPA!); como isso que é parte da construção humana e, principalmente, como algo que nos ensina ou nos ajuda a nos relacionarmos com o outro, com a diferença. 

Organizamos um material apresentando o repertório atualmente trabalhado pelo grupo, com os nomes das músicas, dos compositores e arranjadores e também explicações e curiosidades sobre os ritmos e a história das músicas ou dos arranjos. Combinamos que faríamos 3 encontros, que depois viraram 4 (e só não foram mais porque o tempo e a agenda não permitiram): a reunião com a equipe, um encontro entre o grupo de familiares e profes, uma tarde de oficinas comigo e o Fede com as turmas da escola e mais um dia inteiro com o grupo e todas as turmas da escola. 

A tarde de oficinas já começou arrebatadora: esperando pra sermos chamados pra subir, estávamos sentados na recepção e encontramos um conhecido, pai de duas alunas, que já contou que as filhas adoravam uma música em especial. Nisso, chega um coleguinha da mais nova e canta um pedaço dessa música. Acho que esse menino tem 3 anos. E cantou um trecho de “Flor de Maracujá”. Não foi exatamente esta parte, mas eu só conseguia pensar que o João Donato e o Lysias Ênio escreveram sobre esse segredo nos teus olhos que tanta coisa me dizia… porque era isso, aquele instante me disse tanta, mas tanta coisa… que bonita é a oportunidade de sermos vistos por olhares tão doces, receptivos, interessados e amáveis como os dessas crianças… 

Os encontros com as turmas naquela tarde foram incríveis: conhecemos crianças cheias de musicalidade, de ritmo e de curiosidade. Foram trocas intensas, em que trabalhamos coordenação motora, consciência corporal e rítmica e, pela primeira vez pra eles, trabalhamos uma música a duas vozes. O resultado disso foi uma surpresa pras famílias no dia do show. Pra nós, que já sabíamos obviamente do combinado, não posso negar que houve também um efeito surpreendente… acho que não imaginávamos que seria tão emocionante. 

Aliás, foi muito legal ver crianças cantando (e curtindo), por exemplo, San Martín de Porres, uma música de Ruben Rada, um compositor uruguaio (infelizmente) não muito conhecido nas nossas bandas. A música fala de um santo negro, o arranjo está escrito em compasso 12/8 e, honestamente, é uma das nossas preferidas, ainda que não pareça ser das favoritas do público em geral. Agora, graças a essa gurizada, o posto dela foi ratificado entre nós. 

Arrebatadora é mesmo uma palavra que volta ao pensar nessa experiência toda. A sexta-feira que antecedeu o show teve muito disso também. Nós passamos o dia na escola e absolutamente tudo o que aconteceu lá tinha a marca de muito cuidado e muito carinho. Isso é revolucionário. Cuidado e carinho. A gente só precisou se deixar embalar pelo tom que as crianças deram e a mágica foi acontecendo. Compartilhamos música, olhares, questões, risadas e abraços… 

Foi uma daquelas experiências que parece que as palavras faltam – talvez só se possa cantar sobre o que vivemos. Talvez elas faltem porque seria até injusto tentar resumir o que sentimos. Foi grande. Foi forte. Foi muito. 

Uma das imagens emblemáticas, pra mim, do cenário impressionante que as turmas criaram foi aquele sol com as mãos entrelaçadas – porque me lembra que a gente não solta a mão de ninguém e porque ressoa com o senso de comunidade que acredito que o fazer música em grupo precisa ter. Nessa onda de que o que a gente faz precisa de muitas mãos, pedi pra quem do grupo quisesse que escrevesse também, em breves linhas, algo sobre essa experiência: 

“Nunca vivi algo assim. É lindo ver como a escola valoriza a arte e a cultura, e profundamente gratificante fazer parte dos artistas estudados por crianças tão brilhantes. Meu agradecimento sincero a toda a Projeto, pelo trabalho incrível.” (Ana) 

“Viver isso com as crianças da Projeto foi um carinho muito genuíno pro coração. Vida longa a essa escola e pessoas especiais!” (Mari) 

“Foi uma honra sermos os músicos estudados por vocês esse ano, e foi muito especial poder fazer parte dessa história e do aprendizado de vocês — também aprendemos muito! Muito obrigado!” (Luís) 

Fazendo eco ao que eles dizem, reitero o nosso mais profundo agradecimento por tudo o que vocês nos permitiram viver com essa experiência. Espero que tenhamos plantado por aí também uma sementinha de amor e coisas bonitas. 

Um abraço bem apertado.

Juliana

(*) Soprano e produtora do GRUPO UPA!, companheira do regente e fundador do grupo, Federico Trindade.

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