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O que conseguimos enxergar ao abrir janelas?

Home > Blog > O que conseguimos enxergar ao abrir janelas?

O que conseguimos enxergar ao abrir janelas?

Postado em 18 de julho de 202517 de julho de 2025 por Escola Projeto
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Amanda Rodrigues, Coordenadora Pedagógica,
e Professoras do 2º e 3º anos da Escola Projeto:
Larissa Richter (turma 22), Daline Narciso (turma 23),
Márcia Rolim (turma 32) e Laura Becker (turma 33)

Ao olharmos pela nossa janela conseguimos ver uma parte do mundo, aquela que cabe no quadrado dessa janela. Porém, ao juntarmos os diferentes olhares, de diferentes janelas, conseguimos formar um mosaico, e, assim, uma visão mais completa e com diferentes pontos de vista. E foi isso que Otávio Júnior nos convidou a fazer através da sua obra literária. Entendemos que nossos olhares, práticas, opiniões, são formados pelas experiências que nos atravessam de forma cotidiana. Por compreendermos que todas as práticas sociais são naturalizadas – e não naturais – e por assumirmos o compromisso de expormos as crianças às diferentes narrativas que constituem nossa sociedade, direito esse garantido por lei, gostaríamos de compartilhar um relato pra lá de significativo. 

Desde de 2021, nosso projeto de estudos sobre Porto Alegre tomou um rumo diferente. A partir de indagações e incômodos que partiram de docentes e coordenação, entendemos que a narrativa sobre Porto Alegre, apresentada às crianças, poderia ter diferentes sujeitos, ou seja, diferentes janelas da mesma história. Um projeto que, antes, falava apenas sobre urbanização, prédios, construções, influências portuguesas na nossa paisagem, ganha outros contornos e começa a ser construído a partir das narrativas negras e indígenas que também compõem nossa capital. Assim, diferentes movimentos já existiam na escola, trazendo outras narrativas para discussão. Contudo, através do projeto sobre o autor estudado neste ano, tivemos um alcance muito mais profundo sobre o que entender por Educação para as Relações Étnico – Raciais (ERER). 

Concebemos hoje ERER como um núcleo dos projetos políticos-pedagógicos, que visa trabalhar de forma intencional atividades que visem ao processo de educar para relações respeitosas e salutares entre pessoas de diferentes grupos étnicos-raciais. Ou seja, que persegue o objetivo de formar sujeitos que sejam capazes de coordenar seus próprios desejos e interesses, de forma que contemplem efetivamente diferentes necessidades e formas de ver o mundo. Quem nos apoia nessa reflexão é a professora Dra. Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva, que propõe profundas discussões acerca do trabalho de ERER no Brasil. 

Para tanto, se tornou um compromisso nosso educar através da ludicidade, compreendendo que a literatura e a arte formam estruturas de pensamento e que as diferentes representatividades podem contribuir para formarmos sujeitos anticapacitistas e antirracistas. 

Através desse projeto, percebemos nas crianças a empolgação de estudarem um autor negro e com vivências periféricas, algo distante para maioria delas e, o mais valioso, vimos as crianças incorporando, de maneira respeitosa, o contexto das favelas aos seus repertórios culturais. Pensando em um contexto midiático que não se dedica a celebrar a cultura periférica, mas sim apontar seus sofrimentos, consequência da desigualdade social e racial, ver as crianças expandirem seus olhares e refletirem mais sobre as diferentes possibilidades de infância, foi algo muito significativo.  

Através de livros do Otávio Jr., as crianças puderam entrar em contato com histórias que revelam outros olhares sobre o Brasil, olhares estes que valorizam a cultura, a resistência e a beleza existentes nas periferias. As crianças, literalmente, começaram a abrir suas janelas e olhar para fora, enxergando as positividades produzidas no contexto periférico. A leitura de obras desse autor nos conduziu a reflexões importantes sobre as desigualdades sociais e, ao mesmo tempo, de maneira muito bonita, sobre a criatividade, a resiliência e a esperança que florescem em contextos, muitas vezes invisibilizados ou marginalizados. 

Esse percurso também nos conectou a figuras inspiradoras, como Carolina Maria de Jesus, com sua escrita corajosa e autêntica, e Benjamin de Oliveira, primeiro palhaço negro do Brasil e símbolo da arte circense e da resistência negra.

Foram momentos ricos, em que a escuta, a leitura e a troca de ideias permitiram às crianças ampliar seus repertórios não só literários, como também de visões do mundo que os cerca, rompendo estereótipos e reconhecendo a potência da cultura negra e periférica.

A obra de Otávio não apenas encantou nossos leitores, como também os convidou a pensar o mundo com mais empatia e respeito, nos fazendo perceber que nas atitudes e decisões de cada um de nós também pode nascer a possibilidade de pequenas mudanças que refletem na vida dos outros. Sua trajetória, que na infância não tinha acesso a livros e, mesmo assim, descobriu neles um universo de possibilidades, nos mostrou o quanto a leitura pode transformar vidas. Sozinho, Otávio iniciou um caminho de ações que buscavam levar a outras crianças as oportunidades que ele encontrou nos livros.

Reconhecer que toda e qualquer pessoa pode ser um agente de transformação na vida do coletivo foi, para nossas turmas, uma grande e valiosa aprendizagem.

Pelas palavras dos pequenos leitores, que para nós, definem exatamente o que aprendemos: “Conhecendo a Obra do Otávio Júnior e conversando com as professoras, aprendemos o quanto a literatura é importante porque conseguimos descobrir coisas que não sabíamos antes e perceber como é importante se comunicar. Não sabíamos muitas coisas antes desse estudo. Os livros ensinam mais do que só histórias”. 

Além do contexto periférico, Otávio nos proporcionou conexão com a ancestralidade africana, com as múltiplas infâncias e sobre escutar os sons do silêncio. Com certeza, mais um projeto que fica na nossa história e deixa um gostinho de “quero mais”.

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