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Sobre Baby Consuelo, nostalgia e datas comemorativas: um breve ensaio

Home > Blog > Sobre Baby Consuelo, nostalgia e datas comemorativas: um breve ensaio

Sobre Baby Consuelo, nostalgia e datas comemorativas: um breve ensaio

Postado em 5 de maio de 20226 de maio de 2022 por Escola Projeto
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Deborah Vier Fischer (* )

As datas comemorativas têm sido motivo de atenção por parte da escola Projeto, e não é de hoje. Trabalhar com datas como dia das mães, dos pais, do índio, da Bandeira, Páscoa ou o que mais o calendário escolar puder contemplar, merece, cada vez mais, urgência de reflexão e de ação por parte de gestores(as) e educadore(as), também pelas famílias. Estamos próximos de uma das datas que, comercialmente, recebe grande destaque: o dia das mães.

Diante dela e de tantas outras que estão por vir e que já passaram, consideramos a importância de alguns questionamentos: por que existem essas datas? A que referências elas servem? Ou melhor, a quem elas servem? Elas nos cabem nos dias de hoje? Que tipo de organizações sociais temos que as sustentem? Todas as famílias permanecem intactas como já foram ou desejaram ser em outros tempos? Por que precisamos de um dia para comemorar a nossa Bandeira, se ela é (ou deveria ser) a marca do Brasil em todos os dias do ano? Que camada da população comemora a Páscoa? E quem não pertence a ela, tem considerada a sua comemoração em outra data ou de outros jeitos? Pois, sabemos, eles existem…

Imagem: Capa do disco compacto que contém a faixa Todo dia era dia de índio (1981). Fonte: Baby Consuelo – Todo Dia Era Dia De Índio (1981, Vinyl) – Discogs

E sobre o dia do índio… Em um exercício de memória, apelando para a nostalgia (reparem que quem escreve, viveu sua adolescência da década de 80…), ainda é preciso lembrar fortemente algo que a nossa Baby Consuelo ou Baby do Brasil, como ficou conhecida, já cantava lá atrás, em 1981, na letra de Jorge Benjor (na época somente Jorge Ben), quando dizia na canção Todo dia era dia de índio:

Curumim, chama Cunhatã
Que eu vou contar

Todo dia era dia de índio
Todo dia era dia de índio

Curumim, Cunhatã
Cunhatã, Curumim

Antes que o homem aqui chegasse
As terras brasileiras
Eram habitadas e amadas
Por mais de 3 milhões de índios
Proprietários felizes
Da terra Brasilis

Pois todo dia era dia de índio
Todo dia era dia de índio

Mas agora eles só têm
O dia 19 de Abril

Amantes da natureza
Eles são incapazes, com certeza
De maltratar uma fêmea
Ou de poluir o rio e o mar

Preservando o equilíbrio ecológico
Da terra, fauna e flora

Pois em sua glória, o índio
Era o exemplo puro e perfeito
Próximo da harmonia
Da fraternidade e da alegria

Da alegria de viver!

E no entanto, hoje
O seu canto triste
É o lamento de uma raça que já foi muito feliz
Pois antigamente

Todo dia era dia de índio
Todo dia era dia de índio

Mas por que trago essa canção, essa imagem, essa reflexão neste momento e neste breve ensaio? Para que sejamos coerentes com a vida, com as nossas escolhas e com o que acreditamos ser o mais próximo do pensamento contemporâneo e da realidade em que vivemos. E isso diz respeito a (re)pensar as datas que se aproximam, as que passaram e as que virão.

Considerando, então, a perspectiva de que “todo dia é dia de…”, faz-se urgente essa conversa. E, mais ainda, com a proximidade de um dia dedicado às mães e, logo depois, aos pais. Diante das modificações da sociedade, há que se pensar também em mudanças nessas categorias, buscando colocar em suspenso alguns modelos pré-estabelecidos, afinal, a vida tem nos mostrado essa necessidade.

Recentemente, a equipe da Projeto teve um encontro muito potente com Simone Castiel, psicóloga e arte-educadora, que fez algumas provocações importantes para refletirmos como escola. Que tal, dizia Simone, a gente pensar de outros modos essa questão das famílias e suas diferentes configurações? Elas estão aí, e já faz algum tempo… Por que é tão difícil enxergar, rever nossas certezas e suspender algumas verdades que não cabem mais em determinados modos de ser e de viver a sociedade? Por que no lugar de pensar nos papéis de cada um(a) na família, não passamos a considerar as diferentes funções que as pessoas responsáveis pela criação de nossas crianças exercem? E, neste caso, nada tem a ver com gênero, mas com a ideia de pensar em quem se desdobra nas funções de educar e cuidar.

É preciso falar sobre isso! É preciso olhar por dentro e por fora da escola, a fim de acolher a diferença, o diverso, o que está à nossa frente e convive conosco, diariamente! Esse é um modo de reforçar as formas diferentes de amor, como nos disse Simone, no lugar de se reforçar o que não tem. Uma forma de olhar, aceitar e perceber profundamente as diferenças. Uma forma generosa de revolução: de conceitos, paradigmas, pensamentos.

Assim, fica um convite: pensar a família como uma equipe de gentes responsáveis pelo cuidado às crianças. Gentes que encontrem uma função amorosa e afetiva nas relações. Desse modo, estaremos acolhendo, de fato, quem tem uma mãe ou duas, um pai ou dois, um pai e duas mães, um pai e uma mãe, uma mãe somente, avôs e avós cuidadores(as), tios e tias, padrastos e madrastas, padrinhos e madrinhas e quem mais se perceber como responsável pelo cuidado e criação de nossas crianças e jovens.

Com essa reflexão, talvez possamos entender com mais força e clareza, juntamente com Baby Consuelo e Jorge Ben, que “todo dia é dia”… das famílias, dos(as) indígenas, dos negros e negras, das diversas culturas e religiões, da nossa nação, o Brasil.

Esse trabalho é parte do que temos feito, como escola, ao trazer essas questões às crianças e, com elas, revermos também algumas práticas, por vezes, excludentes, mesmo que sem essa intenção, como a questão dos cartões às mães e aos pais, que acabam reforçando a ideia de que se mantém um determinado modelo de família e de que há somente uma pessoa que cumpre uma determinada função. Prática essa, que não acolhe a todos(as) e que não condiz com as diferentes organizações familiares que existem e que convivem conosco diariamente. Sabemos que o cartão é uma forma de carinho, mas acreditamos que essa ideia possa ser ampliada, pensando em dia(s) de estar com e em família, evitando também o reforço a uma data, acima de tudo, comercial.

Como fazer então? Como uma forma de acompanhar essa modificação na “arquitetura dos papéis”, conforme disse a Simone, pensando em investir na qualidade e nos valores das diversas relações, acolhendo-as, entendemos que a Projeto em família, nosso já tradicional sábado letivo, momento em que a escola abre suas portas para um dia em família, sugere uma boa alternativa, pois contempla a noção de coletivo, de equipe que trabalha em prol de uma ideia maior: cuidado, proteção, educação, atenção às crianças.

Nos aguardem então: dia 26 de junho, Projeto em família na U2; dia 22 de outubro, Projeto em família na U1.

Contamos com vocês, equipe de cuidadores e cuidadoras, para uma grande festa em família! A FAMÍLIA PROJETO!

(*) Coordenadora pedagógica da Projeto e doutora em educação .

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