Tati Suárez (**)
Dentre as diferentes ATIVIDADES EXTRAS oferecidas na escola, as Oficinas de Arte acontecem nas manhãs das terças e quartas-feiras, conforme a idade das crianças, com a Tati Suárez, que já vem realizando esse trabalho há alguns anos.
Trazemos aqui para o blog algumas postagens da Tati – deste ano e do ano passado -, que ilustram esses momentos de exploração, experimentação e criação com as crianças, em geral em torno da obra de um determinado artista escolhido, e mostrando como eles proporcionam a construção de diferentes conhecimentos e aprendizagens em conjunto.
VAN GOGH
“Eu costumo pensar que a noite é mais viva e mais ricamente colorida que o dia.”
Quem disse essa frase foi Vincent Van Gogh, o aniversariante da semana, um artista que começou a pintar aos 26 anos de idade, que produziu em 10 anos 2000 obras, sendo destas 900 pinturas, 40 autorretratos e muitos desenhos.
“- Tati? Ele era surdo, né? Eu vi no desenho “Irmãos do Jorel.”
“- Não, mas, um dia, quando estava muito triste e perturbado com uma briga que teve com um amigo, e pelo casamento do seu irmão Theo, cortou o lóbulo da sua própria orelha esquerda.”
Falamos muito sobre a vida do artista, suas principais obras e o amarelo Van Gogh. Mas, foi através da contemplação de uma fotografia de um dos estudos da famosa Noite Estrelada, que se desenrolou a oficina.
“- As cores dançando…”
“- Era uma noite de muito vento…”
“- Eu acho assustadoras as cores da noite…”
Mais do que um resultado final, a nossa experiência foi corporal, as crianças literalmente se pintaram. Experenciaram ao máximo as cores, as texturas, o tempo… Camadas de tintas foram se sobrepondo tornando a descoberta ainda mais encantadora.
As noites ganharam luares lindos, ventos uivantes e estrelas em diversos tamanhos.
“Não tenho certeza de nada, mas a visão das estrelas me faz sonhar.” (Van Gogh)
E sonhamos… mas de olhos bem abertos!


BASQUIAT
Uma obra que não é realizada na rua, mas que passeia por elas… uma obra móvel.
Inspirada nas obras de Basquiat a galera soltou o traço em um suporte nada convencional: sacolas de lojas.
Seres imaginários, percursos imaginativos e realezas fantásticas ganharam o espaço, que foi povoado pela linha criativa de cada um. E vamos combinar, né? Eles arrasaraaaaaaaaammmmmmm.
NURIA MORA
Nesse encontro sonhamos com casas desenhadas, com muros pintados, com a cidade colorida, assim como faz a artista espanhola @nuriamora, que pensa os espaços urbanos de uma forma abstrata, como uma poesia visual, tendo o território como experimentação, reinterpretando a paisagem e transformando o espaço público. Uma relação entre a cidade, a arquitetura e a emoção. A emoção por aqui se conecta através dos fios presentes.
“- E o nome dela tem Mora, de morar…”
RODI INSANO
Pensamentos criativos que voam como cartas… selos que transportam pensamentos, artes que fazem com que a imaginação ultrapasse fronteiras, sejam elas reais ou fantasiosas…
Através da arte do querido @rodi_insano, criamos através de selos e cartões postais histórias inventivas, tendo como referência as imagens dos mesmos.
Fiquei surpresa: em tempos de whats, muitos nunca tinham visto um selo ou cartão postal… Falamos sobre o tempo, a escrita e a saudade.
E ficaram impressionados com a coleção de selos que levei. Acho que até vão dar uma voltinha pelo Brique da Redenção, para adquirir um álbum…
“- Tati é como se fosse um álbum de figurinhas, que nunca acaba.”
“- Figurinhas viajadas…”


MARLIES RITTER
“Pensar com as Mãos” é o nome da exposição de Marlies Ritter que estava na Fundação Vera Chaves Barcelos, @fvcb__. Nome perfeito para se referir à genialidade preenchida de muito afeto da artista. Nesse encontro nos detivemos a um pequeno recorte da obra: as cerâmicas.
Pensar com as mãos pequeninas, com o barro gelado que gruda, que molda, que dá forma. A argila é um material difícil, que requer paciência, que necessita de carinho para que ganhe formato, que exige “penso” para que se estruture, mais ou menos como a obra de Marlies: tempo e afeto.
Comidas que te lembram momentos, momentos que geraram memórias, gostos, predileções… esse foi o mote para a criação. Surgiram balas de goma, dadinhos de tapioca, bolinho de arroz, suspiros, bolo, sushis e muitas outras criações.
JÚLIO RAMOS COLLARES
A galera se inspirou nas concretudes do artista @julioramoscollares e se divertiu muito com suas criações.
No mesmo dia, acabei encontrando o Júlio e comentei com ele o que tinha rolado no dia, prontamente gravou uma mensagem para os micuins amados. ❤️
As turmas arrasarammmmmm muito.
(*) Introdução e organização de responsabilidade deste blog, a partir das postagens em redes sociais de Tati Suárez: @tdtati
(**) Responsável pela coordenação das Oficinas de Arte e pelos textos das postagens selecionados para esta publicação, Tati é formada em Publicidade e Propaganda e Pós-Graduada em Arte-Educação. Trabalha a Arte com as crianças há mais de 18 anos.

